Coisas que parei de fazer em 2018

Não tomo mais CAFÉ nem REFRIGERANTES e eu parei por motivos de saúde. Eu era o tipo de pessoa que passava 18 horas por dia tomando café. Eu não tinha controle sobre mim mas desde que dei uma crise forte com dor no estômago que fui parar na emergência eu decidi que estava na hora de parar. Hoje não sinto mais nada ~gloriadels~ e não sinto que precise voltar a tomar café. Nem lembro do gosto pra falar a verdade. Já o refri parei mesmo por motivos de "qual a necessidade de tomar algo que na verdade só faz mal?"



Evito a todo custo um SALGADO, mas ainda não fui forte o suficiente pra largar de vez. E eu resolvi colocar aqui mesmo assim porquê eu só como mesmo quando sou convidada para algum aniversário ~que é beeeem raro~. Eu nunca compro salgado. Fim.

Outra coisa que também parou de entrar aqui em casa foi PÃO. O boy lancha no trabalho e eu como não tomo café acabo optando por comer sempre fruta pela manhã. Não tenho problemas com isso.

PAREI DE FAZER AS UNHAS. Antes eu tinha minhas unhas bem grandes e eu adorava, me sentia bem em pinta-las as pessoas elogiavam e tals. Até que percebi que eu meio que não fazia aquilo por mim mas sim pelas pessoas. Hoje mantenho elas curtas mesmo. Ter que lavar roupas à mão não ajuda muito também pra que elas cresçam. Vivem quebrando. Resolvi parar de me estressar. Consequentemente parei de comprar ESMALTES.



BATONS também é outra coisa que não compro mais. Teve um tempo aí que eu estava obcecada, não podia ver um que já queria comprar. Hoje eu tenho dois que uso pra trabalhar porque são mais discretos e tenho uns quatro (incluindo um vermelho vibrante) que uso pra sair ~coisa que quase não faço também~

PAREI DE COMPRAR POR IMPULSO.  Antes eu via algo e já queria comprar, não estava nem aí se era caro e acabava me endividando. Eu ganho sempre muita roupa ou seja, não tinha necessidade mas eu achava bonito queria levar. Hoje não mais, eu me pergunto se eu realmente estou precisando daquela peça, se sim eu levo se não jamais.

COMPRAR À PRAZO é outra coisa que também não faço mais. Isso é o que mais afunda as pessoas. Vão só comprando e quando vê tá uma dívida enorme que nem em dois anos termina de pagar. Isso é horrível e te impede de investir seu dinheiro em coisas que realmente vale a pena no futuro.

ITENS DE DECORAÇÃO era algo que eu comprava muito e só servia para a) me dar mais trabalho na hora de limpar e b) pra Mel quebrar. Parei.

USAR SALTO quem inventou que mulher precisa usar isso?????? Gente, eu odeio com todas as minhas forças e eu fico pasma e acho lindo quem sabe andar com um salto agulha e realmente gosta daquilo sabe, porque eu quanto mais baixo melhor. Deixa eu com meu tênis mesmo que sou feliz.

Eu amo ler porém PAREI COM OS LIVROS. Eu vivia comprando, gastava meu dinheiro todo com isso. Quanto mais eu tinha mais eu queria, a sede nunca era saciada, até que o boy me deu um kindle e foi a melhor coisa que ele fez.  Se eu quiser ler algo é só pegar e ler. Não ocupa espaço, não preciso ficar me preocupando com mofo no inverno e é um gasto a menos. Sem contar que o meio ambiente agradece.



Acho que o post já está enorme e pode ficar cansativo, mas foi só pra mostrar mesmo que com força de vontade a gente consegue mudar muitos hábitos destrutivos. Mudar é bom nos dá propósito, nos incentiva a alcançar objetivos que aparentemente pareciam distantes e nos mostra que podemos sempre tentar ser alguém melhor. E vocês o que deixaram de fazer esse ano??

Dando o primeiro passo

Como cuidar do meio ambiente se quase 100% do que a gente consome é lixo??? Eu fiquei me perguntando isso enquanto lia os posts da Cristal do blog um ano sem lixo. E percebi que realmente é uma tarefa muito difícil de se colocar em prática.

Só que quando a gente quer realmente mudar temos que começar fazendo de pouco mesmo. Porquê afinal, uma pessoa se importando com o meio ambiente e tentando mudar hábitos ruins é melhor que ninguém fazer nada. O ser humano é muito visual e será que se alguém me ver fazendo algo como, por exemplo, recusar a sacolinha plástica no mercado não vai levantar um questionamento pra pessoa que me viu fazer aquilo???? Primeiro temos que mudar a nós mesmos para então mudar o mundo.

E foi com esse pensamento que eu decidi. HOJE -que no caso era domingo - VOU A FEIRA MAS NÃO TRAREI COMIGO NENHUMA SACOLA PLÁSTICA. Na noite passada eu fiz meu primeiro  saquinho (com um pedaço de retalho que estava sem uso por aqui) para que assim eu pudesse pesar os alimentos. Deu 6:00 da manhã e eu parti rumo a feira. Cheguei super sem jeito mas consegui tirar o meu saquinho de tigresa da bolsa. Conforme o tempo foi passando eu me acostumei e passei a sentir uma sensação muito boa. Quando vi já tinha terminado. NÃO ACHEI QUE SERIA TÃO FÁCIL \o/



Fui botando tudo na mesma sacola (banana, beterraba, cenoura, batata) mas a uva resolvi botar separado por ser mais sensível. E foi bem engraçado porque o homem da banca me elogiou pela iniciativa desse pensamento e disse que o meu saquinho de tigresa estava muito bem feito.
E ai gente, receber elogios assim é muito legal.



Mas teve coisas que não consegui evitar o plástico. Coisas que já vem embaladas e não tem a opção de venda à granel (algo quase impossível aqui onde moro). E outra coisa foi as carnes, quero muito deixar de consumir, mas ainda está um pouco longe da minha realidade, acho que o mais difícil disso tudo foi recusar as sacolas nessa hora. Só que da próxima vez que eu for comprar minhas carnes eu vou levar meus depósitos e pedir que coloquem neles, só tenho que perder um pouco a timidez.



De todos os sacos que eu traria antes, dessa vez o total foi de 2 sacolas e três embalagens. Já achei que reduziu bastante o lixo de domingo. E conforme vá se tornando um hábito a gente vai se aperfeiçoando na prática. Eu adorei a experiência e vou aplicar ainda mais isso na minha vida.

*Um ato simples como levar uma bolsa e dizer não as sacolinhas plásticas já faz muita diferença e pode evitar você de gerar muito lixo*

Ser feliz com pouco.

Eu não sei muito bem sobre o que falar, mas estou em uma fase de destralhe muito grande na minha vida. E desde que fiz esse post muita coisa mudou. Estou cada vez mais interessada no assunto minimalismo como estilo de vida.

Sempre pratiquei o minimalismo só que sem perceber pois minha família não tinha condições de me dar as coisas das quais eu achava que precisava. E olhando lá pra trás, eu era muito feliz com o pouco. O problema da gente é que quase nunca damos o devido valor ao que temos e não me refiro a coisas materiais mas sim aos momentos. Porque sim, hoje eu sei que é super possível viver com o pouco e ser feliz.

Só que por nunca ter tido nada quando eu arrumei o meu primeiro emprego eu provei o gostinho de como era ter as coisas e foi então que o consumismo bateu a minha porta. Eu queria sempre ter algo novo, não conseguia ficar sem comprar pelo menos uma peça de roupa no mês e aquilo foi me afundando de um jeito que ficou cada vez mais difícil sair das dívidas.

Levei algum tempo até perceber que eu precisava parar de gastar o meu suado dinheirinho com coisas desnecessárias e focar no que eu realmente queria pra minha vida. Esse dia enfim chegou e a primeira coisa que eu fiz foi me forçar a parar de comprar repentinamente e de uma só vez. ME DESAFIEI A PASSAR UM ANO SEM COMPRAS.

E não foi tão difícil porque nesse meio tempo eu perdi o emprego. Fiquei desesperada porque não tinha como pagar as enormes dívidas que tinha feito e aquilo me assombrava toda vez que eu deitava a cabeça no travesseiro.

Muita coisa aconteceu. FOI DIFÍCIL DEMAIS só que hoje eu sou uma pessoa sem dívidas. Não compro mais coisas desnecessárias e que eu não use. Estou sempre doando/jogando coisas que não me serve ou não me faz bem. E eu sou feliz assim. Aproveitando os momentos ao máximo com as pessoas que eu amo e sendo desprendida das coisas materiais.

Talvez eu venha a falar mais sobre isso por aqui.

(...)

Mudei o layout daqui pra ver se me anima a voltar e reler meus posts antigos também me ajudou um pouquinho. Logo logo tem post novo yay \o/

Juli

Nathy - 26, Pacujá, CE. Nunca foi boa suficiente em algo e sempre que achou que ia, a vida deu outro rumo e mostrou que não era ainda o momento. Ainda continua na jornada, um pouco desanimada, inibida mas ainda na luta de se descobrir.

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